Policial
Casal é preso após confessar morte do próprio filho em Duque de Caxias
Uma tragédia que chocou moradores de Duque de Caxias ganhou novos desdobramentos após as investigações da Polícia Civil. Um casal de jovens, cujos nomes não foram divulgados pelas autoridades, confessou ter matado o próprio filho logo após o nascimento. O caso ocorreu no último sábado (25), no bairro de Jardim Primavera.
De acordo com a investigação da 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), a jovem, de 22 anos, deu à luz na varanda da casa da avó, sobre um pedaço de papelão. Em depoimento, ela afirmou que não desejava ficar com a criança. Segundo a Polícia Civil, a mãe relatou que sufocou o recém-nascido com um pano e, em seguida, entrou em contato com o pai do bebê. Ainda conforme seu depoimento, ele “terminou de matar a criança” antes de colocar o corpo em um saco.

O pai apresentou uma versão diferente. Em depoimento, afirmou que apenas colocou o corpo do recém-nascido em um saco e o escondeu dentro da residência, negando ter participado da morte. As divergências entre os depoimentos seguem sendo apuradas pela Polícia Civil.

Familiares relataram aos investigadores que desconheciam a gravidez da jovem, afirmando que ela havia escondido a gestação de todos. Até o momento, não há informações confirmadas sobre a presença de outras pessoas na residência durante o parto ou se alguém presenciou o ocorrido.
Após o parto, a jovem procurou atendimento no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. A médica que a atendeu desconfiou da situação ao constatar sinais recentes de parto sem que a paciente estivesse acompanhada do bebê e acionou policiais militares do 15º BPM que estavam de serviço na unidade.
Enquanto isso, familiares da jovem encontraram o recém-nascido já sem vida na residência e o levaram ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, onde a morte foi constatada pela equipe médica. A partir da comunicação dos fatos, a ocorrência foi encaminhada à 60ª DP (Campos Elíseos), que deu início às investigações.
O casal foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
O caso provocou forte repercussão nas redes sociais. Internautas manifestaram indignação e incredulidade diante do ocorrido. Muitos questionaram por que a criança não foi entregue para adoção, possibilidade prevista na legislação brasileira para gestantes que não desejavam exercer a maternidade. Também houve manifestações de cunho religioso, com usuários relacionando o crime a sinais do “apocalipse” e fazendo referências à volta de Jesus.
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