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Política

Aliança entre Garotinho e Zito é oficializada e ex-prefeito coordenará pré-campanha em Duque de Caxias

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O que começou como uma aproximação de bastidores agora se transformou oficialmente em uma aliança política. Conforme a TV Metropolitana Rio divulgou em primeira mão, Anthony Garotinho (Republicanos) e Zito (PDT) estreitaram relações e agora caminharão juntos nas eleições de 2026.

Nesta quinta-feira (2), o ex-governador e pré-candidato ao Governo do Estado publicou um vídeo ao lado do ex-prefeito de Duque de Caxias anunciando que Zito será o coordenador de sua pré-campanha no município. A aliança chama atenção pelo histórico político dos dois, que durante décadas estiveram em campos opostos.

No período em que ambos exerceram forte influência na política fluminense, Garotinho e Zito nunca construíram uma aliança. Cada um liderava grupos distintos e, ao longo dos anos, seguiram caminhos diferentes. Mais recentemente, antes mesmo da definição do cenário eleitoral, Garotinho chegou a afirmar que apoiaria uma eventual candidatura de Washington Reis (MDB) ao Governo do Estado caso ele resolvesse suas pendências na Justiça. Washington é o principal adversário político de Zito há décadas.

Agora, o cenário mudou. Garotinho e Zito deixam as divergências do passado para construir uma parceria com vistas às eleições de 2026.

A decisão também contrasta com o posicionamento do PDT no Estado do Rio de Janeiro. Embora o partido apoie a pré-candidatura do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ao Governo do Estado, Zito, que é pré-candidato a deputado estadual pela legenda, decidiu seguir outro caminho, reforçando sua independência política.

Entrevista exclusiva

A TV Metropolitana Rio ouviu Zito por telefone após o anúncio da aliança.

Questionado sobre a importância da parceria para Duque de Caxias, o ex-prefeito respondeu:

“Eu acho que é muito bom, porque Garotinho foi muito importante para o avanço da cidade. O Governo do Estado vai ganhar muito tendo Garotinho como pré-candidato.”

Perguntado sobre sua permanência no PDT, Zito afirmou:

“Eu fiz isso consciente. Pedi uma reunião com o presidente nacional e não fui atendido. Falei com o deputado federal Marcos Tavares e continuarei no partido, até porque o PDT não tem candidato próprio. Eu não vejo nada que venha a ser visto como um desrespeito partidário. Eu estava dentro de uma coligação. Por outro lado, o PDT não tem candidato. Quando fui candidato na última eleição, o PDT estava na minha coligação, mas resolveu apoiar os candidatos do lado de lá. Então, não vejo infidelidade.”

Repercussão política

A decisão de Zito também pode ser interpretada sob outro aspecto. Seu histórico de oposição a Washington Reis e à família Reis é um dos elementos que ajudam a explicar o movimento político. Jane Reis (MDB) é a pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes, o que torna improvável um apoio de Zito ao projeto político liderado pelo ex-prefeito da capital.

Com a oficialização da parceria, Garotinho passa a contar com um dos principais nomes da história política de Duque de Caxias na coordenação de sua pré-campanha no município. A aliança reorganiza o cenário político local e marca um dos movimentos mais simbólicos da pré-campanha ao Governo do Estado em 2026.

 

 

 

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