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Professora de 61 anos relata agressão de aluno de 14 anos em escola cívico-militar de Londrina
Uma professora de 61 anos relatou ter sido agredida fisicamente por um aluno de 14 anos dentro do Colégio Estadual Cívico-Militar Monsenhor Josemaria Escriva, localizado na Zona Norte de Londrina, no Paraná. O episódio foi relatado pela própria professora, Márcia Luciana, nas redes sociais.

Segundo o relato da professora, o episódio começou depois que ela teria negado ao adolescente a saída da sala para ir ao banheiro. Na sequência, de acordo com Márcia, o estudante passou a insultá-la e posteriormente teria desferido vários socos contra sua cabeça.
Outros alunos que estavam no local teriam precisado intervir para conter a situação.
A professora relatou que, mesmo após a primeira agressão, permaneceu bastante abalada e fez algumas considerações sobre o episódio. Segundo ela, o adolescente voltou em sua direção e desferiu um forte soco na região do olho.
“Depois disso, ainda muito abalada, falei algumas palavras em relação ao que acabara de acontecer. Então o aluno veio novamente em minha direção e deferiu um forte soco no olho.”
Segundo Márcia, o golpe provocou um ferimento na região do supercílio e sangramento.
A professora afirmou que não reagiu fisicamente em nenhum momento e registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
O episódio voltou a gerar discussões nas redes sociais sobre a segurança dentro das unidades escolares e a proteção dos profissionais da educação. A agressão relatada por Márcia também se soma a outros casos de violência envolvendo professores no ambiente escolar.
Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados na pesquisa TALIS 2024, mostram que cerca de 47% dos professores brasileiros relataram intimidação ou abuso verbal por parte de estudantes como uma fonte de estresse profissional. O percentual está entre os mais altos registrados entre os sistemas educacionais avaliados pela organização.
A TALIS 2024 reuniu informações de aproximadamente 280 mil professores e diretores de escolas de 55 sistemas educacionais e analisou diferentes aspectos das condições de trabalho dos profissionais da educação.
O caso de Londrina reacende o debate sobre a violência contra professores e sobre quais medidas podem ser adotadas para garantir um ambiente escolar mais seguro para profissionais e estudantes.
Até o momento, não foram incluídas nesta reportagem manifestações da direção da unidade, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná ou dos responsáveis pelo adolescente. A TV Metropolitana Rio segue acompanhando o caso.
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