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Como ajudar seu filho a se comunicar

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O atraso na fala costuma preocupar famílias, especialmente por volta dos 2 anos de idade. Especialistas, porém, reforçam que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento e que a comparação com outras pode aumentar a angústia sem ajudar no processo.

Quando uma criança chega aos 2 anos e ainda apresenta dificuldade para falar ou se comunicar, é comum que mães, pais e responsáveis fiquem apreensivos. A preocupação muitas vezes se intensifica quando há comparação com filhos de vizinhos, coleguinhas da creche, outras crianças da família ou amigos. No entanto, essa comparação nem sempre é justa: o desenvolvimento infantil não segue um prazo único e pode variar bastante de uma criança para outra.

Ao perceber sinais de atraso na comunicação, o primeiro passo costuma ser procurar o pediatra. Esse profissional pode encaminhar a criança para avaliação com neurologista, a fim de investigar possíveis causas físicas ou neurológicas. Quando não há alterações identificadas, outros profissionais, como psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos, podem atuar de forma integrada para compreender melhor as necessidades da criança e apoiar seu desenvolvimento.

O atraso na fala também pode aparecer em crianças dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora não seja uma regra universal. Da mesma forma, uma criança pode apresentar atraso na fala sem ter diagnóstico de TEA. Por isso, a avaliação profissional é importante para evitar conclusões precipitadas e orientar a família de maneira adequada.

A dificuldade de comunicação pode ser uma grande fonte de estresse tanto para os pais quanto para a própria criança. Afinal, praticamente todas as atividades do dia a dia envolvem algum tipo de comunicação: pedir ajuda, expressar dor, indicar vontade, demonstrar desconforto ou simplesmente interagir com outras pessoas.

Entre os sinais que podem chamar a atenção estão a emissão de sons aleatórios ou repetitivos, a dificuldade para dizer o que precisa, a ausência de reação quando sente dor ou mal-estar e a aparente desatenção quando é chamada pelo nome. Em alguns casos, a criança pode ter dificuldade para processar tudo o que escuta, o que pode ser confundido com apatia ou falta de atenção.

Nesse processo, a parceria entre família e terapeutas é fundamental. Os pais devem ouvir, observar e fazer perguntas aos profissionais que acompanham a criança. Da mesma forma, terapeutas precisam escutar a família, acolher suas dúvidas e considerar o contexto em que a criança vive.

Mais do que buscar respostas rápidas, é preciso olhar para cada criança como única. Profissionais devem avaliá-la sem comparações e com atenção individualizada. Pais e responsáveis, por sua vez, precisam reconhecer que o desenvolvimento pode seguir caminhos diferentes — e que apoio, paciência e acompanhamento adequado fazem diferença na construção da comunicação.

Para mães, pais, terapeutas, cuidadores, guardiões ou tutores que desejam apoiar uma criança no desenvolvimento da fala, uma sugestão de leitura é o livro “Me ajuda a falar?: Guia especializado para desenvolver habilidades verbais em crianças com atrasos”, de Mayra Gaiato, publicado pela nVersos Editora. A obra reúne orientações práticas para famílias e profissionais e apresenta

o chamado Método dos Oito Passos, baseado em Ciência ABA e Neurociências. Ao longo do programa, a criança é estimulada gradualmente a transformar sons em pedidos, repetir palavras, completar expressões com pistas verbais, usar dicas visuais, iniciar frases, interpretar cenas e referências e, em etapas mais avançadas, relatar acontecimentos passados. O livro não substitui avaliação médica, fonoaudiológica ou terapêutica, nem deve ser visto como solução milagrosa, mas pode servir como material de apoio para tornar a rotina de estímulos mais organizada, consciente e participativa.

Segundo descrições editoriais e comerciais da obra, Mayra Gaiato é psicóloga e neurocientista, com atuação voltada a estratégias comportamentais para o desenvolvimento de habilidades em crianças com atrasos ou déficits. A proposta do livro é oferecer caminhos práticos para o uso cotidiano, tanto em casa quanto no consultório, reforçando uma ideia importante: o avanço da comunicação costuma depender de repetição, constância, vínculo afetivo e orientação adequada. Nesse sentido, a leitura pode ajudar adultos a compreenderem melhor o papel que desempenham no processo, sem perder de vista que cada criança precisa ser acompanhada de forma individualizada.

Link do livro: Me ajuda a falar?: Guia especializado para desenvolver habilidades verbais em crianças com atrasos | Amazon.com.br

Graduada em Administração, Mestre em Humanidades, Culturas e Artes, Graduanda em Psicologia. Docente dos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos (Graduação e Pós-Graduação). Sócia do Estúdio M2 Vídeo.

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