Meio Ambiente
Mais de 150 pessoas protestam contra ameaça ambiental na Reserva Equitativa em Duque de Caxias
Mais de 150 pessoas, em sua maioria jovens, participaram na manhã deste sábado (16) de um protesto realizado no terceiro distrito de Duque de Caxias em defesa da Reserva Equitativa. O ato reuniu estudantes, moradores, professores, religiosos e ativistas ambientais na Praça do Equitativa contra o desmatamento e possíveis ameaças ambientais na região.
Os manifestantes denunciaram supostos interesses imobiliários envolvendo a área e cobraram ações do poder público para preservação da reserva.

A Reserva Equitativa é considerada uma das principais áreas de preservação ambiental do município e da Baixada Fluminense. O espaço abriga cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de vegetação nativa, além de diversas nascentes importantes para o ecossistema local.
No território podem ser encontrados jacarandás, cedros, angicos, ipês e embaúbas, além de animais como saguis, tucanos, tamanduás-bandeira, tatus e sabiás. Recentemente, uma onça também teria sido vista na região.

O ato foi liderado pela advogada Michelly Xavier e reuniu diferentes lideranças ambientais e comunitárias. Durante a mobilização, a professora Ana Lucia Brito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que pesquisas sobre violações ambientais em Duque de Caxias apontam para a redução de áreas de proteção ambiental no município.
“Uma coisa que tem chamado atenção é a diminuição das áreas de proteção ambiental. A gente está vendo que a prefeitura, através de decretos, está reduzindo os limites dessas áreas”, declarou.
Segundo a docente, representantes do movimento chegaram a apresentar um projeto ao prefeito de Duque de Caxias, mas não houve reação positiva por parte do chefe do Executivo municipal. Ainda de acordo com ela, o grupo tem buscado apoio junto ao Ministério Público e ao Poder Legislativo estadual para tentar impedir avanços sobre a área ambiental.
Uma moradora da região relatou que parte do Equitativa já foi destruída e destacou a importância histórica e afetiva da reserva para sua família.
“Meu pai plantava muita cana, bananeira e aipim. Então ela representa muito para mim e minha família”, afirmou.
Para Mariana, de 16 anos, estudante do pré-vestibular comunitário Casa Cuidado, a mobilização representa uma luta pelo presente e pelo futuro das próximas gerações.
“Como adolescente, como futuro do país, eu preciso estar aqui. Eu preciso me ambientar e me relacionar com esse povo. Eles estão aqui por mim e eu preciso estar pelos próximos”, disse.
O ato foi encerrado com uma caminhada até a Praça de Santa Cruz.
A reportagem permanece à disposição para incluir o posicionamento oficial da Prefeitura de Duque de Caxias sobre as declarações feitas durante a manifestação.
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