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Meio Ambiente

INEA embarga obra de terminal rodoviário de R$ 24 milhões em Xerém após contaminação do solo

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Uma reportagem exclusiva do jornalista João Boeri, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, revelou nesta sexta-feira (03) que o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) embargou a construção do terminal rodoviário de Xerém, no quarto distrito de Duque de Caxias.

A obra está orçada em cerca de R$ 24 milhões e foi contratada no ano passado pelo Instituto Rio Metrópoles. A execução é da empreiteira Rio Bras. Os trabalhos estão atualmente paralisados após a decisão do órgão ambiental.

Segundo a apuração, o embargo ocorreu após a identificação de contaminação no solo da área, com presença de metais pesados como o chumbo, substância que pode representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

O terreno teria abrigado, no passado, a indústria química Veteck, ligada ao Grupo Verck, que operou na região a partir da década de 1970.

De acordo com a reportagem, a área teve diferentes projetos ao longo dos anos. A ideia inicial era a construção de um estacionamento voltado para o hospital que seria implantado no local, obra que também não foi concluída.

Posteriormente, o projeto foi alterado e o pedido de licenciamento ambiental foi protocolado no INEA sem a informação de que o terreno tinha histórico de uso industrial — dado considerado essencial para a análise técnica.

Outro ponto destacado é que o projeto atual prevê a construção de um terminal rodoviário, diferente da proposta inicial de estacionamento.

A área foi desapropriada pela Prefeitura de Duque de Caxias em 2024, pelo valor de aproximadamente R$ 6 milhões.

No entorno do terreno, a escola bilíngue Renato Ribeiro Abreu foi construída, mas ainda não entrou em funcionamento. A unidade permanece fechada, segundo a apuração, sem relação direta com a situação da contaminação do solo.

A apuração também aponta a existência de poços de monitoramento ambiental na área, utilizados para acompanhamento da contaminação, que foram afetados durante intervenções realizadas na obra.

As obras seguem paralisadas após o embargo do INEA.

Ainda não há definição oficial sobre a responsabilidade do empreendimento, se municipal ou estadual.

A reportagem segue aberta para manifestação dos citados.

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