Saúde
Prevenção é cuidado: a importância do rastreamento do câncer do colo do útero no Dia da Mulher
Cuidar da saúde é um dos maiores atos de amor próprio e, no Dia da Mulher, esse olhar atento para si mesma se torna ainda mais simbólico.
O rastreamento do câncer do colo do útero é uma estratégia fundamental para detectar alterações antes mesmo de surgirem sintomas, permitindo tratamento precoce e altas chances de cura.
O que os exames de rastreio identificam?
– Alterações nas células do colo do útero que podem evoluir para câncer : conhecidas como lesões pré-cancerígenas
– A presença do HPV (papilomavírus humano), um vírus comum que pode estar associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero
Quais exames são utilizados?
– Exame Citopatológico (Papanicolau/Colpocitologia Oncótica): É o método mais comum e amplamente utilizado, que coleta células do colo do útero para identificar alterações pré-cancerosas.
– Teste de Biologia Molecular para HPV (DNA-HPV): Detecta diretamente a presença de HPV de alto risco, sendo mais sensível que o Papanicolau. Este teste está substituindo gradualmente o Papanicolau como padrão de rastreio no Brasil. Cuidados antes dos Exames
– Evitar relações sexuais nas 48 horas anteriores.
– Evitar o uso de duchas ou medicamentos vaginais nas 48 horas anteriores.
– Não realizar durante a menstruação.
Como o exames são feitos?
Durante o procedimento é introduzido delicadamente um instrumento chamado espéculo na vagina, para visualização do colo do útero. Em seguida, é feita a coleta de células com uma pequena escova e espátula.
No geral, o exame pode causar um leve desconforto, mas não provoca dor e dura apenas alguns minutos.
Público Alvo
– Mulheres que já iniciaram a vida sexual ativa de 25 a 64 anos, com periodicidade a cada 5 anos, se for pelo método de Biologia Molecular para HPV ou a cada 3 anos, se for o exame Citopatológico.
Esse acompanhamento é feito para o público que não teve nenhum resultado alterado.
E se o resultado vier alterado?
Receber um resultado alterado pode gerar ansiedade, mas é importante saber:
– A maioria das alterações não significa câncer
– O HPV é muito comum e, na maioria das vezes, o próprio organismo elimina o vírus
Nesses casos, o médico pode recomendar:
– Repetição do exame após um período
– Teste de HPV, se ainda não realizado
– Exames complementares, como a colposcopia (avaliação mais detalhada do colo do útero)
Por isso, a importância de ter um acompanhamento médico periódico.
Quem fez histerectomia precisa rastrear?
Depende do tipo de cirurgia e do histórico:
– Se o colo do útero foi removido e não havia histórico de lesões, geralmente não é necessário continuar o rastreamento
– Em caso de dúvida, a avaliação médica é essencial
E quem tomou a vacina contra o HPV?
Mesmo vacinadas, as mulheres devem manter o rastreamento. A vacina reduz significativamente o risco, mas não protege contra todos os tipos de HPV.
Um cuidado que salva vidas
O câncer do colo do útero é, na maioria das vezes, prevenível. O rastreamento regular permite identificar alterações precocemente, com grandes chances de tratamento e cura.
Neste Dia da Mulher, fica o convite: coloque sua saúde em primeiro lugar. Fazer seus exames é um gesto de cuidado com você mesma.
Ana Carolina Nunes Alves da Costa
Idomed- Vista Carioca
Estudante de Medicina 12º período
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