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Saúde

Dores nas costas lideram queixas entre pessoas acima dos 50 anos na Baixada Fluminense.

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As dores nas costas estão entre os problemas de saúde mais relatados por pessoas a partir dos 50 a 55 anos, realidade comum na Baixada Fluminense. Especialistas alertam que, apesar de frequente, o quadro não deve ser negligenciado, pois pode evoluir para uma condição crônica e comprometer a qualidade de vida.

A principal causa apontada é a distensão muscular, geralmente provocada por esforço físico sem preparo prévio. Situações rotineiras, como levantar peso ou empurrar objetos após longos períodos de inatividade, podem gerar lesões nas fibras musculares das regiões cervical, dorsal e lombar.

No início, a dor costuma ser aguda e passageira, o que leva muitos pacientes a ignorarem o problema. No entanto, a permanência de hábitos inadequados — como má postura e uso de cadeiras não ergonômicas — contribui para a piora do quadro. Com o tempo, a dor passa a surgir de forma recorrente, alternando momentos de melhora e piora, até se tornar crônica.

“Muitas pessoas recorrem a analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares por conta própria, conseguindo apenas alívio temporário, sem tratar a causa da dor”, destacam especialistas. Em alguns casos, também são utilizadas aplicações com complexo B e corticoides, que aliviam momentaneamente os sintomas.

Além da distensão muscular, outras condições importantes estão associadas às dores nas costas, como a artrose e a hérnia de disco. Juntas, essas três causas são responsáveis por cerca de 98% dos casos.

Nos estágios iniciais, medidas simples podem ajudar no controle da dor. A aplicação de gelo nas primeiras 48 horas é indicada para reduzir processos inflamatórios. Após esse período, o uso de compressas quentes pode auxiliar no relaxamento muscular. A prática de alongamentos, especialmente ao acordar, também é recomendada como forma de prevenção e alívio.

Apesar das alternativas caseiras, a orientação é buscar avaliação médica sempre que a dor persistir. O acompanhamento com um ortopedista ou outro especialista é fundamental para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Entre as opções terapêuticas mais recentes, a cannabis medicinal tem ganhado espaço como alternativa complementar. De acordo com especialistas, a substância pode reunir múltiplas funções em um único tratamento, atuando como analgésico, anti-inflamatório, relaxante muscular e ansiolítico — o que também ajuda a combater sintomas como ansiedade e insônia, frequentemente associados à dor crônica.

No entanto, o uso da cannabis medicinal deve ser feito exclusivamente com prescrição médica e acompanhamento profissional.

A recomendação é clara: dores persistentes não devem ser ignoradas. Assim como um veículo precisa de manutenção ao apresentar falhas, o corpo também exige cuidados. Procurar ajuda especializada ao primeiro sinal de problema é essencial para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida.

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