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Parlamentares reagem à fala de promotora do Ministério Público durante evento em Duque de Caxias

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A fala da promotora de Justiça Elayne Christina da Silva Rodrigues, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), durante o XCI Fórum de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado na última sexta-feira (3), em Duque de Caxias, ultrapassou os limites do evento, ganhou ampla repercussão nas redes sociais e provocou reações de parlamentares, incluindo um pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados.

A abertura do fórum contou com uma apresentação de um grupo de crianças e, na sequência, com a leitura de um poema sobre o “abraço de Deus”. A solenidade reuniu diversas autoridades, entre elas a vice-prefeita de Duque de Caxias, Aline do Áureo (Solidariedade), e o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos), pré-candidato ao Senado.

Durante seu discurso, a promotora afirmou ter sido “assolapada por uma oração evangélica”. Em seguida, declarou que, como promotora de Justiça, não poderia se furtar ao dever de garantir a liberdade religiosa de todos os cidadãos. Ela acrescentou que “a fé é um direito privado”, defendendo que manifestações religiosas não devem ser estendidas aos participantes de um evento público. As declarações foram aplaudidas por parte dos presentes.

O vídeo com o pronunciamento passou a circular nas redes sociais e rapidamente alcançou lideranças políticas e religiosas, ampliando o debate sobre laicidade do Estado, liberdade religiosa e os limites das manifestações de caráter religioso em eventos públicos promovidos por órgãos ou instituições.

Um dos primeiros a reagir foi o deputado federal Otoni de Paula (PSD), que utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, para criticar a manifestação da promotora. Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que ela teria se revoltado por ouvir uma música falando de Deus, acusou a promotora de praticar “cristofobia” e declarou que ela “desonra o Ministério Público”.

A repercussão também chegou às redes sociais da vereadora Janaína Paschoal, que afirmou que a promotora “errou ao externar as suas crenças como se fossem pilares da instituição”, defendendo que membros do Ministério Público devem preservar a imparcialidade no exercício de suas funções.

A fala da promotora continua dividindo opiniões e alimentando discussões entre parlamentares, representantes religiosos, juristas e integrantes da sociedade civil, colocando em pauta o equilíbrio entre a laicidade do Estado, a liberdade religiosa e a atuação institucional de agentes públicos.

A TV Metropolitana Rio seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e mantém o espaço aberto para que a promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os demais envolvidos possam se manifestar sobre o assunto.

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