Entretenimento
HBO revela bastidores, denúncias e poder por trás dos Arautos do Evangelho
Série documental reúne autoridades, vítimas, ex-membros, sacerdote e familiares para expor denúncias e revelar os bastidores da instituição.
A HBO lançou uma série que rompe um silêncio ensurdecedor e expõe a associação religiosa Arautos do Evangelho.
O documentário reúne autoridades, vítimas, ex-membros, sacerdotes e familiares de ex-membros.
A série é baseada em três capítulos e mostra o surgimento dos Arautos, como cresceram e se expandiram.
Com críticas pontuais e factuais, por meio de artigos vazados, sejam escritos, sonoros ou audiovisuais.
No centro de toda essa trama está Monsenhor João Clá, considerado pelos membros um santo em vida, cultuado como um Deus. A série traz à tona um regime ditatorial revestido de costumes e tradições, considerados até mesmo pela Igreja como ultrapassados.
Ao longo das últimas décadas, os Arautos do Evangelho receberam inúmeras denúncias em todo o mundo, sobretudo no Brasil. Entretanto, muitas foram arquivadas, pois, segundo membros do poder público, as acusações seriam infundadas. A instituição, por sua vez, afirma ser alvo de perseguição.
O Papa Francisco (2013-2022) nomeou o arcebispo emérito de Aparecida, Dom Raimundo Damasceno, como comissário para investigar a instituição — um cardeal sem grande expressão e sem vivência na vida consagrada religiosa.
Ao longo dos anos, muitos pregadores carismáticos e até mesmo alguns cardeais afirmaram que a fumaça de satanás estava infiltrada na Igreja.
Dom Orlando Brandes, durante uma homilia que se tornou polêmica em Aparecida, chamou a direita da Igreja de violenta e afirmou que Nossa Senhora precisava esmagar o dragão do tradicionalismo.
Os Arautos do Evangelho nascem do poder, no meio do poder e reúnem pessoas influentes. Durante uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Felipe D’Ávila chamou Dom Orlando de safado e o Papa Francisco de vagabundo e afirmou, na mesma ocasião, que padres de verdade são os Arautos do Evangelho, recordando ainda que mantinha grande amizade e proximidade.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos) nunca divulgou nota sobre o comportamento dos Arautos nem instaurou qualquer processo contra a instituição.
A CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) também não se posicionou ou emitiu nota sobre a atuação da instituição.
Recentemente, a instituição divulgou um documentário no Instagram no qual diversos membros criticam a suspensão das ordenações — medida ratificada pelo então Papa Francisco e que ainda hoje se mantém no pontificado de Leão XIV. A principal crítica, no material divulgado pelos próprios Arautos, é direcionada ao cardeal Dom João Braz de Aviz, ex-prefeito do dicastério para a vida consagrada, que acompanhou de perto toda a situação. Nem o cardeal nem a Igreja se posicionaram sobre o conteúdo.
A série da HBO traz à tona a insuficiência jurídica civil e canônica que norteou o destino da instituição até aqui e expõe a blindagem que os Arautos possuem.
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