Política
Cláudio Castro deixa corrida ao Senado e muda cenário da direita no Rio
O cenário político fluminense viveu uma quinta-feira (28) intensa. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal. Até então, Castro era considerado um dos principais nomes da direita no estado para a disputa de 2026.
A saída ocorre em meio ao desgaste político enfrentado pelo ex-governador nos últimos meses. Investigações, operações da Polícia Federal e polêmicas envolvendo a condução econômica do estado enfraqueceram sua imagem pública e ampliaram a pressão sobre sua permanência na corrida eleitoral.
Nos últimos 15 dias, Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal. Mesmo diante das crises e do desgaste político, o ex-governador ainda resistia e mantinha seu nome como principal aposta de setores conservadores no estado do Rio de Janeiro.
Entretanto, os episódios envolvendo investimentos realizados pelo RioPrevidência através do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, elevaram o nível da crise política. Somado a isso, viagens internacionais e gastos considerados incompatíveis com o discurso conservador adotado por Castro passaram a ser explorados por adversários políticos.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, Castro afirmou que os últimos dias foram “muito difíceis” e classificou a desistência da candidatura como “a decisão mais difícil” de sua vida.
“Minha família está passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposição, de mentiras, de narrativas. Muito pior que a mentira é a meia-verdade”, declarou.
Segundo o ex-governador, a decisão foi tomada para que ele possa se dedicar integralmente à defesa e à família.
A saída de Cláudio Castro reorganiza o cenário político da direita fluminense. Com a desistência do ex-governador, o ambiente passa a favorecer Márcio Canella (União Brasil). O ex-prefeito de Belford Roxo aparece, até o momento, como o principal nome apoiado pela família Bolsonaro no estado do Rio de Janeiro.

A desistência de Castro representa não apenas o recuo de uma candidatura ao Senado, mas também o enfraquecimento de um grupo político que dominou o cenário fluminense nos últimos anos e agora tenta se reorganizar diante do avanço das investigações e do desgaste institucional.
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