Cidades
A tarifa zero no transporte público é um direito social
Seminário realizado em Brasília no dia 19/06 sobre a tarifa zero no transporte público reuniu parlamentares, integrantes de governos e especialistas. Um dos principais compromissos do pré-candidato a deputado federal Celso Pansera, a discussão sobre o tema reforçou a convicção de que a expansão dessa política pública vai melhorar de forma significativa a qualidade de vida do povo brasileiro. Como diz Pansera,
“a economia que a população trabalhadora da Baixada faria se deixasse de pagar pelo transporte teria impacto positivo no orçamento das famílias, melhorando a vida das pessoas.”

Duarante o seminário, promovido pela Revista Fórum com o apoio do Sindicato dos Bancários do DF, o presidente da Empresa Pública de Transportes de Maricá (EPT), Celso Haddad, falou da experiência vitoriosa de Maricá no transporte gratuito, que virou referência nacional:
“Quando a tarifa deixa de sair do bolso do cidadão, esse dinheiro fica com as famílias e volta a circular na própria cidade. Transporte gratuito não é gasto, é investimento em qualidade de vida, desenvolvimento urbano e inclusão social”, disse nacional. Em Maricá, os ônibus “Vermelhinhos” com tarifa zero circulam por todo o município dia e noite.
Já o deputado federal Jilmar Tatto, do PT de São Paulo, uma das lideranças nacionais do movimento pela tarifa zero, lembrou que o direito ao transporte gratuito já está no programa do governo do presidente Lula, mas que o plano não é adotar a tarifa zero em 100% dos municípios de forma imediata, mas sim em caráter experimental, aplicando o modelo, inicialmente, em fatias de frota ou em capitais piloto.
“O importante é criar uma arquitetura jurídica. A arquitetura funcionaria como um SUS do transporte, criando.um sistema único de governança com repasses automatizados de recursos fundo a fundo entre o governo federal, estados e municípios”, defendeu o deputado.
Outro ponto interessante para o debate foi levantado pelo consultor de mobilidade urbana, Rodrigo Tortorelo. Segundo o especialista, a pandemia de Covid-19 abriu espaço para a ampliação do entendimento de que não existe transporte público apenas com arrecadação tarifária.
“Como não podíamos usar o limite do transporte nos momentos de pico, isso nos fez provar para a sociedade que o transporte público precisava de outros recursos para poder se movimentar. E foi graças ao transporte público que os serviços públicos funcionaram naquele período”, afirmou Tortorelo.
-
Vídeos4 anos atrásPai de Santo de Jardim Primavera entra no roteiro dos Festivais de Axé!
-
Educação2 meses atrásServidores da educação protestam em Duque de Caxias e cobram reajuste após 10 anos sem recomposição salarial
-
Religião e Fé4 anos atrásDa Páscoa Judaica à Páscoa Cristã: o Cordeiro que Liberta e Redime em Jesus Cristo
-
Esportes4 meses atrásApós 7 anos, Jogos Estudantis voltam a ser realizados em Duque de Caxias
-
Cidades4 anos atrásMulheres ocupam prédio abandonado no Centro de Duque de Caxias em protesto contra violência
-
Política4 anos atrásAssembleia deve modificar proposta que muda distribuição do ICMS
-
Política4 anos atrásEleições 22: Deputados querem novo mandato e articulam reeleição; veja lista
-
Religião e Fé3 semanas atrásEstudante de 14 anos é expulso de ônibus em Duque de Caxias e denuncia intolerância religiosa



