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Justiça

Nove dias após criticar alvos da Operação Anáfora, pai e cunhada de Alexandre Knoploch entram na mira da Operação Ouroboros

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Nove dias depois de subir à tribuna para ironizar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), em razão da Operação Anáfora, da Polícia Federal, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) passou a enfrentar uma situação semelhante no âmbito familiar. Na manhã desta quinta-feira (9), agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Polícia Civil, deflagraram a Operação Ouroboros e cumpriram mandados de prisão contra seu pai, Maurício Silva Knoploch, e sua cunhada, Amanda Íthala Santos da Paschoa. Amanda foi presa durante a operação. Já Maurício não foi localizado e permanece foragido da Justiça.

A Operação Ouroboros investiga um esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM) que, segundo o Ministério Público, movimentou R$ 86,28 milhões entre julho de 2022 e maio de 2026.

De acordo com as investigações, Maurício Silva Knoploch ocupava o cargo de diretor de Planejamento e Projetos do Instituto Rio Metrópole e também integrava a comissão de licitação da autarquia. Já Amanda Íthala Santos da Paschoa atuava na fiscalização de contratos do instituto.

Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole passou a funcionar no primeiro ano do governo Wilson Witzel. Conforme as investigações do Ministério Público, a organização criminosa seria liderada pelo então presidente da autarquia, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti. Segundo o MPRJ, ele comandava o núcleo de agentes públicos responsável por autorizar contratações, assinar contratos e controlar pagamentos.

Após a deflagração da operação, Alexandre Knoploch publicou um vídeo em seu perfil no Instagram afirmando estar “surpreso” com a Operação Ouroboros.

“Estou surpreso. Meu pai está lá desde 2019. Não foi uma indicação minha.”

No vídeo, o deputado também declarou que a área de mobilidade “não é minha pauta”, afirmou que é preciso “apurar os fatos e chegar à verdade” e disse estar “em paz” diante das investigações.

Alexandre Knoploch não é investigado na Operação Ouroboros e não figura entre os alvos da ação do Ministério Público.

A operação ocorre nove dias após o parlamentar utilizar a tribuna para criticar o prefeito Eduardo Paes em razão da Operação Anáfora, que teve entre os alvos a vice-prefeita Jane Reis (MDB). Agora, a Operação Ouroboros coloca familiares do deputado no centro de uma investigação sobre desvios de recursos públicos, mudando o foco do debate político.

As investigações prosseguem. Amanda Íthala Santos da Paschoa permanece à disposição da Justiça, enquanto o mandado de prisão expedido contra Maurício Silva Knoploch continua em aberto, e ele segue sendo procurado pelas autoridades.

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