Religião e Fé
São João Batista: a fé que atravessa séculos e mantém viva uma história em Duque de Caxias
No dia 24 de junho, a tradição cristã celebra a Natividade de São João Batista, uma das datas mais importantes do calendário católico. Conhecido como o precursor de Jesus Cristo, João Batista é lembrado pela Igreja como aquele que anunciou a chegada do Messias e preparou o caminho para sua missão.
Segundo o Evangelho de Lucas, João nasceu de Isabel, considerada parente de Maria, mãe de Jesus. Já em idade avançada, Isabel recebeu a graça de engravidar e, durante a gestação, Maria teria subido uma região montanhosa para ajudá-la.
Ainda de acordo com o relato bíblico, após o nascimento de João, seu pai, Zacarias, que havia ficado mudo após a anunciação do anjo, voltou a falar e passou a glorificar a Deus diante da missão confiada ao filho.
A tradicional fogueira de São João, presente até hoje nas festas juninas, faz parte da devoção popular cristã. Segundo a tradição religiosa, Isabel teria acendido uma fogueira no alto de uma colina para anunciar a Maria o nascimento de João Batista. Ao longo dos séculos, o símbolo da fogueira passou a representar luz, anúncio e celebração.
João Batista ficou conhecido por batizar pessoas às margens do Rio Jordão e por anunciar a chegada de Jesus. Nos Evangelhos, o próprio Cristo afirma a grandeza de João ao dizer que entre os nascidos de mulher não havia profeta maior que ele.
Apesar de serem parentes, os relatos bíblicos não apresentam uma convivência detalhada entre João e Jesus. João morreu decapitado por ordem de Herodes Antipas e é reconhecido pela Igreja como profeta e mártir.
A tradição das festas juninas atravessou gerações e chegou ao Brasil, onde se consolidou também como manifestação cultural, reunindo fé, música, comidas típicas e convivência comunitária.
A presença de São João Batista na história de Duque de Caxias
Mas o que São João Batista tem a ver com Duque de Caxias?
A resposta está na história de uma comunidade que há quase um século mantém viva a devoção ao santo.
Em 1927, foi fundada no alto do morro do bairro Itatiaia a Capela de São João Batista, tendo o santo como padroeiro. Desde então, a comunidade preserva uma tradição passada de geração em geração.
Em 2027, a capela completará 100 anos de história, marcando um século de fé, encontros e participação comunitária.

Capela São João Batista
A capela integra o conjunto de referências religiosas históricas do município, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, da Igreja de Santa Teresinha, no Parque Lafaiete, e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em São Bento.
Localizada na Rua Coronel França Soares, nº 194, a comunidade se reúne aos domingos para celebrar a palavra e manter viva uma devoção que faz parte da memória de moradores de Duque de Caxias.

Mais do que uma celebração religiosa, a devoção a São João Batista representa uma ligação entre passado e presente, preservando histórias, tradições e a identidade de uma comunidade que se prepara para celebrar seu centenário.
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Esmeralda Farias
24 de junho de 2026 em 20:35
Amei ler esse texto, aprendi o significado da fogueira de São João e conheci um pouco da história de nossa fé em Duque de Caxias!