
Um dos candidatos que chegaram à disputa eleitoral sob dúvidas sobre suas chances de permanência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi Marcelo Dino (PL). Durante a pré-campanha, seu nome era tratado como uma incógnita nos bastidores políticos, especialmente após a saída do União Brasil e a migração para o Partido Liberal (PL), legenda que reunia diversos candidatos com mandato e uma disputa interna considerada competitiva.
Dino apostou na bandeira bolsonarista e manteve sua posição política em Duque de Caxias, mesmo diante de um cenário em que integrantes do governo municipal e setores da oposição se aproximaram do palanque de Eduardo Paes (PSD). A decisão de permanecer nesse campo político marcou sua atuação durante a eleição.
Com forte presença nas redes sociais e trabalho de mobilização, o deputado ampliou sua votação em 76% em comparação com 2022, segundo os números considerados nesta análise. O crescimento o colocou entre os destaques do PL, alcançando a sexta maior votação da legenda.
Outro aspecto importante foi seu posicionamento público em defesa de Douglas Ruas (PL), para quem pediu votos durante a disputa pelo governo estadual. A postura reforçou a identificação política de Dino com o grupo bolsonarista e o diferenciou de outros atores políticos da Baixada Fluminense.
Agora, com a reeleição e uma votação ampliada, Marcelo Dino chega ao próximo ciclo político com maior visibilidade. O resultado poderá influenciar seu espaço nas articulações de 2028, especialmente em Duque de Caxias, onde sua atuação e suas alianças podem ganhar novo peso.
A questão que fica é como o PL irá se posicionar no município e qual espaço pretende reservar ao deputado nas próximas disputas. Depois de superar as dúvidas que cercavam sua candidatura, Dino terá de transformar o crescimento eleitoral em força política para os próximos anos.
📸 Evelyn Freitas





























