Na política, lealdade nem sempre significa reconhecimento. E a trajetória de Serginho talvez seja um dos exemplos mais interessantes de como a relação entre grupo político e eleitor pode seguir caminhos completamente diferentes.
Vereador por quatro mandatos consecutivos, Serginho (PDT) passou anos caminhando ao lado da família Reis. Foi aliado, participou do grupo e, em 2022, abriu mão de disputar uma eleição para ajudar Rosenverg Reis (MDB).
Mas política também é feita de interesses, espaços e confiança. E, ao que o cenário eleitoral demonstrou, em determinado momento essa relação começou a perder força.
Em 2024, Serginho voltou às urnas e conseguiu uma votação expressiva para vereador. O resultado passou a produzir uma leitura diferente dentro da própria política local: havia ali um eleitorado disposto a vê-lo subir um degrau.
A ideia de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, porém, não teria agradado a todos dentro do seu antigo grupo político. Serginho acabou seguindo por outro caminho, mudou de partido e decidiu colocar seu nome à prova nas urnas.
E foi aí que o eleitor entrou em cena.
Onde alguns enxergaram isolamento, Serginho encontrou espaço. Onde havia uma porta aparentemente fechada, o voto popular abriu uma janela.
O resultado foi a eleição para deputado estadual e uma votação especialmente forte no 3º distrito, onde concentrou 68,4% dos votos que recebeu em Duque de Caxias.
Mais do que uma vitória eleitoral, o resultado representa uma mudança de posição no tabuleiro político de Caxias.
Serginho deixa de ser apenas um vereador de longa trajetória e passa a ocupar uma cadeira na Alerj. Isso muda seu tamanho político, aumenta sua visibilidade e, naturalmente, coloca seu nome em uma posição diferente para os próximos capítulos da política municipal.
Mas existe um desafio pela frente.
O 3º distrito agora terá um deputado estadual que chega ao cargo carregando uma responsabilidade diferente daquela que tinha quando ocupava uma cadeira na Câmara Municipal. Serginho terá que transformar a confiança recebida nas urnas em presença política, atuação e resultados.
E talvez esteja justamente aí a parte mais interessante dessa história.
A eleição de 2026 não encerra a trajetória de Serginho. Ela inaugura uma nova fase.
O vereador que durante anos esteve próximo de um grupo político agora chega à Alerj pelas próprias pernas e, principalmente, pelos votos que recebeu diretamente do eleitor.
Na política, quem hoje parece estar fora do jogo pode amanhã ocupar o centro do tabuleiro.
Serginho fez esse movimento.
Agora resta acompanhar até onde essa nova força política será capaz de chegar.
A gente segue acompanhando os próximos capítulos da política duquecaxiense.






























