Política
Republicanos com chapa única torna Waguinho e Crivella pré-candidatos ao Senado Federal
O partido Republicanos (REPUBLICANOS) está no centro da disputa eleitoral de 2026. A sigla, que reúne diversos caciques da política fluminense, vem sendo cortejada pelos principais candidatos na disputa pelo Palácio Guanabara. Sem espaço de indicação para compor a chapa de vice, o partido oficializou que o ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (REPUBLICANOS), e o ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho (REPUBLICANOS), disputarão uma vaga no Senado Federal.
Mas o que chama atenção é que nada está definido em sua totalidade e, na política, nada é realmente acordado. Dorme-se com um cenário e basta um novo movimento para que tudo se modifique, já que as contradições são uma marca constante do meio político.
No dia 12 de março, Waguinho havia anunciado sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Segundo o parlamentar, aliado direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o objetivo era construir um palanque amplo para o presidente em todo o estado, uma vez que Eduardo Paes (PSD) não conseguiria cumprir esse papel por estar aliado à família Reis, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, Lula (PT) já havia sinalizado que irá apoiar a candidatura de Paes.
Um ponto que chama atenção é que ambos, enquanto prefeitos, apoiaram a candidatura de Lula à Presidência, na qual o petista saiu vencedor, e ambos com muito prestígio. A ponto de a esposa de Waguinho, a deputada federal Daniela do Waguinho (UNIÃO), ter assumido um ministério no governo.
O cenário se complica ainda mais com a presença do ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (REPUBLICANOS). Isso porque Crivella vem se posicionando como um nome de vertente mais à direita. Embora tenha sido ministro no governo Dilma Rousseff (PT), o parlamentar, atualmente deputado federal, defende pautas alinhadas à direita e tem reforçado a defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da rejeição enfrentada durante sua gestão à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, Crivella ainda mantém apoio significativo, especialmente entre comunidades evangélicas ligadas à Igreja Universal.
O cenário se torna ainda mais complexo porque, além de Waguinho e Crivella, o partido também abriga o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (REPUBLICANOS). Em suas redes sociais, ele vem manifestando o desejo de concorrer tanto ao Senado quanto ao Palácio Guanabara, além de frequentemente consultar seus seguidores sobre os rumos de sua candidatura.
Ele surge como um terceiro nome ao Senado, o que amplia a indefinição dentro do partido. Garotinho não apoia Eduardo Paes (PSD) em nenhuma hipótese. Segundo ele, Paes é uma cópia de Sérgio Cabral. Além disso, mantém posição crítica tanto em relação a Lula (PT) quanto a Flávio Bolsonaro (PL).
Nada está totalmente decidido neste cenário, e a política vai ganhando contornos cada vez mais afunilados. Falta pouco para o fechamento das janelas de filiação partidária.
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